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Raio-x do atacarejo

O consumo das famílias brasileiras encerrou 2025 com crescimento de 3,68%, mantendo um patamar elevado pelo segundo ano consecutivo, segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS).

O formato de atacarejo, que ganhou protagonismo nos últimos anos, começa a dar sinais claros de maturidade no Brasil. De acordo com análise do Itaú BBA, o ritmo de expansão desacelerou de forma consistente, com queda de 31% na abertura de lojas em 2025, reforçando um movimento que já havia começado no ano anterior. 

A leitura do banco é direta: o cash & carry entra em uma fase de crescimento mais moderado, com volumes tendendo à estabilidade e maior dependência de preço como motor de desempenho. Esse cenário reflete fatores como menor crescimento populacional e limites no aumento do gasto das famílias com alimentação. 

Por outro lado, o comportamento não é homogêneo no país. Enquanto grandes redes nacionais adotam uma postura mais cautelosa, priorizando disciplina de capital e ajustes de portfólio, operadores regionais seguem expandindo e ganhando relevância em seus mercados. 

Esse movimento fica evidente na geografia da expansão. Regiões como Nordeste e Sul concentraram 63% das novas lojas em 2025, com destaque para a Bahia. Já mercados mais maduros, como São Paulo, mostram sinais de maior consolidação, com aumento no fechamento de unidades e possível início de um ciclo de reorganização do setor.

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