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Excelência técnica é motivo para promoção? Descubra o GAP da liderança despreparada e como desenvolver um talento ainda escondido

Profissionais em reunião de alinhamento corporativo, ilustrando o desenvolvimento e o treinamento na transição de um especialista para o cargo de liderança.

Especialização e capacidade de gestão exigem competências diferentes, preparação antes da promoção pode reduzir conflitos, desmotivação e perda de profissionais

Ser o profissional que mais entrega resultados, domina processos ou possui maior conhecimento técnico da equipe não significa, necessariamente, estar preparado para liderar pessoas. 

Na prática, a passagem de especialista para gestor exige uma mudança de lógica. Um profissional técnico pode ser reconhecido justamente por sua capacidade de executar, resolver problemas e dominar detalhes.

Neste artigo, explicamos os riscos dessa transição automática e como preparar seus talentos para a gestão de forma estratégica. 

Leia mais: NR-1 e riscos psicossociais: por que sua empresa precisa se preparar antes de ser cobrada?

O risco do gap de operação 

Você tem um profissional com excelência técnica e decide promovê-lo à liderança. Acabou de ganhar duas grandes possibilidades que depõem contra a sua empresa. 

A primeira é que vai perder o excelente técnico (gap de operação) e ganhar um líder ruim (despreparo). Uma pesquisa do centro de criatividade para liderança apontou que as competências  dos líderes atuais são insuficientes para liderar da maneira correta. 

Na liderança, o resultado passa a depender do domínio de novas habilidades comportamentais, exigindo a capacidade de:

  • Delegar: distribuir tarefas de forma estratégica e confiar na execução da equipe, em vez de centralizar a operação.
  • Dar feedback: fornecer retornos contínuos e estruturados para orientar o desempenho e corrigir rotas rapidamente.
  • Conduzir conversas difíceis: abordar problemas de performance ou comportamento com clareza, empatia e foco na solução.
  • Administrar conflitos: mediar divergências internas para manter um clima organizacional saudável e produtivo.
  • Tomar decisões: agir com assertividade sob pressão e assumir a responsabilidade pelos resultados do grupo.
  • Estabelecer expectativas: alinhar metas de forma transparente para que todos saibam exatamente o que precisa ser entregue.
  • Desenvolver outras pessoas: identificar potenciais, criar oportunidades de crescimento e formar novos talentos para o negócio.

É preciso considerar que nem todo excelente especialista deseja se tornar gestor. Para alguns profissionais, continuar como especialista pode representar uma trajetória de carreira mais adequada, e criar caminhos de crescimento técnico, sem obrigatoriamente associá-los à gestão de pessoas, pode evitar que uma promoção transforme uma competência em um problema.

A preparação deve começar antes da promoção

O desenvolvimento da liderança não deveria começar apenas depois que o profissional recebe o novo cargo. A preparação pode acontecer ainda na etapa de identificação de potenciais líderes, permitindo que a empresa avalie se existe interesse e aderência à função e desenvolva competências antes da mudança.

Entre os temas que podem fazer parte desse processo estão comunicação, delegação, feedback, gestão de conflitos, inteligência emocional, tomada de decisão e condução de conversas difíceis. Mentoria, treinamentos e acompanhamento próximo também podem ajudar o profissional a compreender as novas responsabilidades e experimentar comportamentos de liderança antes de assumir integralmente a posição.

O que reduz o problema da liderança ruim:

  • Treinamento frequente
  • Cultura de aprendizagem
  • Talent pools 
  • Desenvolvimento com foco em estratégia de pessoas e não apenas operação

Esse tipo de preparação está alinhado à proposta da Escola de Pessoas, plataforma da Sólides voltada à formação em gestão de pessoas, que oferece conteúdos específicos para a transição entre especialista e gestor e para o desenvolvimento de lideranças. A plataforma Escola de Pessoas também reúne formações sobre liderança situacional, feedback, gestão de conflitos, comunicação e programas de desenvolvimento de líderes.

Mais do que transformar todo especialista de alto desempenho em gestor, a questão é criar condições para que a empresa identifique quem realmente tem perfil e interesse para liderar e prepare essa pessoa para a mudança de função.

Afinal, uma promoção bem-sucedida não deveria ser apenas uma recompensa pelo desempenho passado. Ela precisa ser uma decisão sobre a capacidade de gerar resultados em uma nova realidade.

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