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Varejistas investem em novos conceitos para se diferenciar

O consumo das famílias brasileiras encerrou 2025 com crescimento de 3,68%, mantendo um patamar elevado pelo segundo ano consecutivo, segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS).

O avanço de redes de sortimento limitado tem impulsionado uma transformação no varejo internacional, levando empresas a buscarem novos conceitos para se diferenciar e conquistar espaço nas cestas de compra. Modelos tradicionais passam a conviver com propostas mais especializadas, refletindo um consumidor que combina formatos em busca de preço, variedade e valor percebido.

 

Nesse cenário, redes como Primaprix, Costco, Action e BonÀrea ganham destaque ao apostar em posicionamentos distintos. Dados da Worldpanel by Numerator indicam que o número de redes visitadas pelos consumidores aumentou, evidenciando a fragmentação das compras.

 

Cada modelo atua com estratégias específicas: a Primaprix foca em marcas líderes com preços reduzidos, enquanto a Costco reforça sua proposta no formato de clube e compras em volume. Já a Action aposta em variedade e preço, e a BonÀrea se diferencia pela integração da cadeia e foco em perecíveis.

 

O movimento mostra que a especialização e a clareza de proposta de valor são fundamentais para atrair o consumidor atual. Em um ambiente cada vez mais competitivo, varejistas que conseguem oferecer diferenciação consistente tendem a ganhar relevância e participação de mercado.

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O varejo chega a 2026 em um cenário no qual decisões baseadas apenas em intuição deixam de ser sustentáveis. Com consumidores mais conectados e um ambiente altamente competitivo, dados qualificados, inteligência artificial e análises preditivas passam a ser determinantes para eficiência e rentabilidade. Segundo a KPMG, 54% dos varejistas que adotaram práticas estruturadas de análise de dados registraram crescimento de pelo menos 10% no lucro operacional, evidenciando o impacto direto das operações orientadas por dados.

Para Tiago Cabral, CEO da Núcleo, transformar dados em vendas exige uma mudança cultural e operacional. O primeiro pilar é o planejamento com data-driven insights, que permite compreender o comportamento do shopper, segmentar pontos de venda e direcionar investimentos de forma mais precisa. Empresas que estruturam dados e integram analytics ao planejamento conseguem reduzir até 20% dos custos com ativações ineficientes, tornando o marketing mais estratégico e mensurável.

O segundo e o terceiro pilares são a automação da execução no PDV e o monitoramento em tempo real. A automação garante padronização, escala e agilidade na aplicação das campanhas, enquanto o acompanhamento contínuo da performance permite ajustes imediatos com base em evidências. Com dashboards integrados e dados em tempo real, o marketing deixa de ser apenas analítico e passa a atuar de forma operacional e preditiva, transformando

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